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11.5.12
2.5.12
Egocentrismo, vol. I
"Já é seu aniversário novamente?"
"É sim."
"Como o tempo passa rápido! Parece que ainda ontem eu era apenas um bebê."
"É sim."
"Como o tempo passa rápido! Parece que ainda ontem eu era apenas um bebê."
11.7.11
Mais uma triste história
São muitas as tristes histórias das bonitas meninas, conheço tantas. Houve aquela que não soube dizer adeus, a feita de porcelana, aquela que não sabia quem era e a da janela. Essa última tinha uma imensa janela, cheirava a madeira curtida (um cheiro bom, sabe cheiro de janela de verdade?). Se via até longe lá dentro, tudo em seu lugar. Mas não tinha porta, janela sem porta era vitrine de loja fechada. Beleza guardada era baú e seus tesouros inacessíveis. E quem espiava de fora sentia-se assim, meio feliz e meio triste (acho toda tristeza bela). Como era bonita a menina, a triste menina da janela.
7.12.10
A triste história da menina que não disse adeus
Desenhava uma vida linda, tinha tudo que uma trama precisa para dar certo. Sabia bem se comprometer, não tomava decisões apressadas, orgulhava-se de não ser capaz de machucar a uma mosca. Despediu-se de muitos caminhos errados, e arduamente talhava sua história nessa vida onde seu sobreviver era viver.
Mas ela não disse o adeus que a libertaria. Não compreendia o tamanho das amarras de suas perfeitas decisões. Teria já idade suficiente para poder culpar seus pais, se rebelar, e seguir em frente; mas ela jamais o faria. Escreveria e seria a personagem principal de uma odisséia de auto-ajuda - na qual, bravamente, sobreviveria às maldições de ser quem era e ainda não despejaria sequer uma gota de sangue. A cada tropeço em seu caminho pré-moldado, não culparia o molde; sempre a condutora. Nunca cairia, e a cada obstáculo fincaria seus pés mais e mais profundamente. Sua vida não passaria de uma tentativa de auto-convencimento - testaria sua hipótese em seu corpo, cientista e rato ela mesma, somente para poder dizer: sim, posso confirmar minhas crenças. Sempre as confirmaria.
Nessa história de sempres e nuncas, ao passar por ela uns sorriam, outros choravam.
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